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O DRP, sigla que vem do inglês Distribution Requirements Planning, representa não apenas uma tendência, mas uma realidade no mercado global de logística. Processo com foco em eficiência na entrega de mercadorias, o planejamento de distribuição e reposição (como também é conhecido) traz uma série de vantagens a quem adere às suas práticas.

 

Neste artigo, introduzimos este assunto que deverá ser abordado com mais frequência aqui no blog da UniSoma. Além da definição de DRP, vamos abordar os principais benefícios e, é claro, a forma como a UniSoma pode dar suporte a quem deseja colocar o planejamento de distribuição em prática na sua empresa.

 

Para isso, contamos com o apoio do partner da UniSoma, Eduardo Milanez, que compartilhou conosco valiosos insights acerca do tema. Que tal começar a ler agora mesmo?

 

Afinal, qual a definição de DRP?

 

DRP é um processo sistemático para tornar a entrega de mercadorias mais eficiente. Por meio de análises e práticas específicas, são determinadas quais mercadorias, em quais quantidades e em quais locais elas devem estar para atender à demanda prevista. Assim, torna-se possível minimizar a escassez e reduzir os custos de atendimento dos pedidos.

 

Em um mundo que mudou drasticamente sua forma de consumir ao longo dos últimos anos, com um verdadeiro boom de pedidos via e-commerce e alto volume de entregas feitas direto para o consumidor, planejar a distribuição é algo vital para o sucesso de qualquer negócio.

 

Qual o objetivo do DRP?

 

“O objetivo do DRP é garantir o posicionamento de estoques estratégicos nos pontos de venda de forma a se evitar a ruptura, que é a situação em que o cliente não é atendido por falta de produto”, define Eduardo Milanez, partner da UniSoma.

 

Na prática, é necessário determinar um estoque de segurança compatível com o nível de serviço que a empresa tem capacidade de atender. Se, por exemplo, o nível é de 99%, a expectativa é de que a ruptura seja menor que 1%. É claro que, quanto maior a capacidade de atendimento, melhor. No entanto, é preciso ter cuidado para evitar perdas de produtos por validade vencida ou até mesmo obsolescência, bem como levar em conta a limitação de espaço para estoque físico nas lojas.

 

Uma boa solução, além de garantir o posicionamento de estoques estratégicos, é fazer a reposição de forma eficiente do ponto de vista de custo logístico. Isso envolve desde o desenho do modelo logístico — tipos de veículos usados na operação, forma de contratação da frota e frequência de reposição das lojas, por exemplo — até a programação de reposição propriamente dita.

 

Em relação à programação, é importante observar ainda a disponibilidade de produtos — não só na ponta, como também nas origens (fábricas e/ou centros de distribuição) —, os tempos de reposição e os volumes já em trânsito, entre outros fatores.

 

É fundamental enxergar além do curtíssimo prazo, ampliando o horizonte de forma que possa antecipar variações de médio prazo na oferta (o fornecimento em si, sujeito a restrições e condicionantes produtivos e logísticos) e na demanda (sazonalidades como vendas concentradas no início do mês, campanhas de marketing etc.).

 

Além de tudo isso, a programação tem que ser refeita com uma frequência compatível com a variabilidade do processo: se é estável, pode ser feita uma vez por semana; se o cenário é de instabilidade, deverá ser feita com frequência diária ou, até mesmo, mais de uma vez por dia.

 

Quais os principais benefícios do DRP para as empresas?

 

O DRP traz uma série de benefícios se for implementado de maneira correta. “É importante que a programação seja feita com base em informações de qualidade. De nada adianta refazer a programação ao longo do dia se os dados não são atualizados em batch, uma vez ao dia. É fundamental também que a programação esteja detalhada em um nível compatível com as atribuições e responsabilidades da área de planejamento que a gera, o que remete ao processo”, alerta Milanez.

 

Confira alguns dos principais benefícios do DRP!

 

·         Promove redução de custos

Ao possibilitar um melhor planejamento de distribuição e reposição, as empresas que aderem ao DRP conseguem desenvolver iniciativas focadas na otimização de rotas, gerenciamento de estoque e outras questões voltadas à gestão logística que impactam diretamente (e de forma positiva) nos custos.

 

  • Evita problemas de ruptura

O DRP tem como uma de suas premissas aumentar a eficiência dos processos logísticos e evitar rupturas. Com o direcionamento mais inteligente das mercadorias promovido pelo planejamento de distribuição, é mais difícil que faltem produtos onde eles são demandados em maior quantidade.

 

·         Aumenta a eficiência dos processos

Manter o estoque cheio nem sempre é a melhor opção. Afinal, há custos significativos envolvidos na armazenagem de produtos. Por isso, o DRP também dá o devido suporte para quem busca ter processos mais eficientes, sem desperdícios. Dentro do contexto da cadeia de suprimentos, é essencial saber a melhor hora de abastecer o estoque.

 

·         Gerenciamento de estoque

Geralmente o DRP se aplica a uma rede de locais de distribuição, como depósitos, organizados em uma estrutura semelhante a uma árvore. Nela, um depósito central alimenta vários depósitos regionais, cada um deles fornece mercadorias para mais depósitos ou distribuidores locais, e assim por diante. Os modelos de otimização do DRP devem garantir a melhor distribuição possível dos estoques dentro de cada um dos elos dessa árvore.

 

Como as soluções da UniSoma contribuem para o DRP?

 

O DRP é um processo que precisa das ferramentas corretas para atingir os melhores resultados. “No caso da UniSoma, a proposta de valor da empresa envolve a criação de um modelo prescritivo, de inteligência computacional, para a geração automática, integrada e otimizada da programação de reposição dos estoques”, esclarece Milanez.

 

Esse modelo de análise prescritiva é capaz de endereçar as especificidades e condicionantes operacionais que cada empresa considera em seu DRP. A aderência completa ao modelo é fundamental para o sucesso deste tipo de iniciativa. Sem essa integração, os planejadores são impelidos a voltarem para a programação manual, via planilhas.

 

Chegamos ao final do artigo e esperamos que o texto tenha sido esclarecedor. Afinal, DRP é um assunto quente no mercado de logística mundial.

 

Gostou deste conteúdo? Então, continue com a gente! Em breve abordaremos alguns cases desenvolvidos pela UniSoma para o DRP de segmentos específicos. Enquanto isso, leia nosso artigo sobre análise prescritiva como caminho para as decisões analíticas!

 

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