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A pandemia trouxe um novo ciclo para o segmento de alimentos e bebidas — e que evidenciou ainda mais a necessidade de um planejamento integrado para os varejistas que atuam na área. Antes da Covid-19, o consumidor médio, especialmente a dona de casa, estava acostumado a abastecer o lar indo presencialmente aos supermercados de duas a cinco vezes por mês.

 

Nesse mesmo contexto pré-pandemia, grande parte da força de trabalho dos escritórios consumia alimentos e bebidas fora de casa — seja no café da manhã, no almoço ou ainda em um lanche rápido à tarde ou no início da noite. Em grandes centros, como São Paulo, era hábito recorrente o tomar café na “padoca” mais próxima do trabalho.

 

No entanto, com a necessidade de ficar em casa para evitar o contágio da Covid-19, a inserção do home office e a alta da inflação, o cenário mudou. Os “lanches” fora de casa diminuíram e o consumidor brasileiro adquiriu um novo hábito: comprar alimentos e bebidas via internet. Isso abriu uma nova possibilidade de mercado e provocou aumento no ticket médio.

 

É fato que o consumidor não estava habituado a pagar explicitamente por frete ou custos de entrega — o que justifica as promoções do tipo “frete grátis” fazerem tanto sucesso até hoje. Mas a pandemia forçou esta experiência que veio para ficar. Muitos consumidores entenderam que vale a pena investir um pouco mais pela conveniência de não sair de casa, de não enfrentar filas, de não procurar por estacionamento. De não gastar combustível — nem tempo!

 

Por isso (e também pela adesão de muitas empresas ao trabalho remoto de forma permanente), o e-commerce continuará sendo relevante para o atendimento dos consumidores nos setores de alimentos e bebidas. Os números apontam para uma expectativa de crescimento e reforçam a importância de uma operação logística mais eficiente. Entenda um pouco mais ao longo deste artigo.

 

Expectativa de crescimento aquece o mercado

 

Do início da pandemia para cá, as vendas online de bebidas e alimentos estão em uma crescente – pelo Mercado Livre, houve 812% de aumento no setor de bebidas e 644% no de alimentos somente entre março de 2020 e março de 2021.

 

Uma pesquisa realizada pelo Brasil Supermercados Online prevê que o mercado de alimentos e bebidas deve movimentar R$ 48,65 bilhões no e-commerce brasileiro até 2023. No cenário internacional, os números também são animadores: nos Estados Unidos, por exemplo, a receita da indústria de alimentos e bebidas foi de US$ 34,2 bilhões em 2021, um aumento significativo de aproximadamente US$ 8,2 bilhões em relação a 2020. Até 2025, a expectativa é de que o número chegue a US$ 47,6 bilhões.

 

No entanto, mesmo com a escalada nos índices, muitos supermercados ainda demonstram — ao menos no Brasil — estarem despreparados para o e-commerce. Produtos indisponíveis no estoque, entrega sem planejamento, frete com custo alto, falta de diversificação de canais e outros desafios ainda se impõem para muitos varejistas.

 

É aí que o planejamento integrado ganha espaço. Com suporte tecnológico, torna-se viável contribuir para que a cadeia logística seja extremamente precisa, e ainda garantir que as inúmeras variáveis que fazem parte do mercado sejam endereçadas adequadamente.

 

Como a inteligência artificial contribui na gestão de estoque

 

Se o cenário é esse, como ter uma previsão de demanda adequada para a gestão de estoque? Soluções baseadas em inteligência artificial podem ser úteis com um aumento na procura por produtos no comércio virtual?

 

É claro que a IA tem um papel fundamental nos processos de tomada de decisão que impactam no sucesso de qualquer empresa. Existem duas perguntas centrais que permeiam a performance de um e-commerce de sucesso:

 

  • Qual é o comportamento de compra do consumidor (demanda) por região e por canal?
  • Qual é o mix de produtos e serviços que preciso prover no lugar e momento certos para maximizar o atendimento desta demanda?

 

A resposta pode parecer simples, mas o conjunto de decisões que envolve os planos de compra (mix), de estocagem (onde posicionar os estoques) e de distribuição (como atender o consumidor com o adequado nível de serviço) guarda grande complexidade. Afinal, não basta tomar a decisão certa: ela precisa acontecer no momento correto para garantir a sincronicidade dos movimentos na cadeia de suprimentos.

 

Uma empresa pode ter o produto certo na hora exata, mas se o cliente estiver em Salvador (BA) e o produto no CD central em São Paulo, o resultado não será alcançado. Isso significa que o decisor acertou na compra do mix de produtos, mas errou no tempo necessário para fazer o avanço do estoque para a capital baiana, por exemplo. Por isso o planejamento integrado de demanda é tão importante.

 

A complexidade do e-commerce de alimentos e bebidas

 

Vamos lembrar que, em uma cadeia de distribuição de alimentos e bebidas, a sincronicidade ainda precisa tratar a característica perecível dos produtos. As decisões de compras e avanço de estoques devem considerar a validade de cada lote de mercadorias para evitar perdas ou venda de produtos após a data-limite.

 

Some a esses desafios a complexidade de atender clientes não apenas em um e-commerce próprio, mas também por meio de uma estratégia que envolva a presença da marca em marketplaces instalados dentro das principais lojas virtuais do mercado. Controlar o estoque, considerando as diferentes vias de acesso aos produtos, é um desafio logístico e tanto.

 

A inteligência artificial tem a capacidade de ler e entender, com base nos dados, o comportamento do consumidor, bem como indicar o plano de demanda que deve ser executado por região e canal de atendimento.

 

Com base neste plano, a IA pode, mais uma vez, fazer todos os cálculos de combinações de fatores de decisão para recomendar os planos de logística integrada (compras, estocagem e atendimento) e para atender esta demanda “on time” e pelo menor custo possível, alavancando a performance financeira do negócio.

 

O resultado final são consumidores atendidos com os produtos desejados, por um preço justo e em um prazo adequado, assim como acionistas igualmente satisfeitos com seus dividendos.

 

Quer saber mais sobre como a UniSoma pode ajudar seu negócio a realizar um planejamento integrado que atenda às crescentes demandas dos consumidores de alimentos e bebidas via internet? Entre em contato conosco para marcarmos um bate-papo!

 

Sérgio Moog é Executivo de Desenvolvimento de Clientes da UniSoma

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