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Ciência de dados aplicada à inteligência de mercado

Mercado financeiro, indústria química, bens de consumo, automotiva, telecomunicações, energia, turismo, varejo, saúde ou educação. Não importa o setor em que sua empresa está inserida, provavelmente ela vem enfrentando desafios quando precisa interpretar dados para obter informações relevantes para tomar melhores decisões de negócios.

Quer saber qual a boa notícia em relação a isso? Sua empresa não está sozinha nesta empreitada. Parte do mercado ainda não possui iniciativas concretas em relação à big data e ainda não está inserido na jornada de transformação digital. Relatório publicado em janeiro pela EY, Maturidade das Empresas na Era da Transformação | 2018, aponta que: “apesar de haver uma boa percepção sobre os riscos e as oportunidades da Era da Transformação, a maior parte das empresas ainda não dedica boa parte da sua agenda a este âmbito.”

Porém, também cabe a mim compartilhar o outro lado da notícia. Muitas organizações já possuem ou estão trabalhando para implementar novos modelos de negócios que contam com estratégias de gestão de dados e inteligência de mercado avançada para embasar a tomada de decisões.

De que lado você está? Sua empresa ainda não começou a trilhar os caminhos da jornada digital? Ou sua empresa já saiu à frente e está obtendo vantagem competitiva, aplicando ciência de dados em suas decisões? Para aqueles que ainda estão na dúvida, ou dando os primeiros passos rumo à jornada de transformação digital, reuni alguns aspectos importantes sobre este assunto.

 

O que é inteligência de mercado?

Primeiro, é importante esclarecer seu significado. Ainda que muito falado nos ambientes corporativos e fundamental para o planejamento estratégico, o conceito de inteligência de mercado nem sempre está claro. Trata-se de uma disciplina de marketing que consiste em gerar informações relevantes ao negócio, baseando-se em dados provenientes de diversas fontes, como mercado, público-alvo, comportamento de clientes, tendências, concorrência, marketing ou vendas.

Muito bonito na teoria. Na prática, o desafio está em como lidar com a enxurrada de dados disponíveis. Segundo a Gartner, hoje são movimentados cerca de 2,2 milhões de terabytes em dados diariamente, com previsão que em 2020 chegue a 40 trilhões de gigabytes movimentados por dia! É uma quantidade gigantesca, o que torna imprescindível contar com um time de profissionais analíticos e especializados na área, além de bons parceiros experts em ciência de dados.

 

O papel do cientista de dados na inteligência de mercado

Além de estruturar todos os dados de forma que eles façam sentido quando reunidos em uma única base, o papel do cientista de dados passa por realizar estudos abrangentes e criteriosos, utilizando técnicas computacionais e estatísticas avançadas, como Machine Learning, e gerando insights para as diferentes áreas da empresa. Com a técnica adequada, uma série de questionamentos podem ser respondidos, como:

  • Em que área a empresa deve investir mais recursos?
  • Quais ações de marketing geram melhores resultados?
  • Em quais segmentos de mercados deve tentar se infiltrar?
  • Quem são os clientes atuais e qual o perfil dos potenciais?
  • Há algum padrão nas compras dos melhores clientes?
  • Quais as capacidades competitivas de outros players da indústria?
  • Em quais segmentos demográficos a empresa deve impulsionar determinados produtos?
  • Qual perfil de cliente representa maior risco de crédito à empresa?

 

Benefícios da Ciência de Dados aplicada à inteligência de mercado

Evoluir o processo de tomada de decisões dentro do ambiente corporativo, saindo do método empírico em direção ao método analítico traz inúmeras vantagens aos negócios, como já detalhamos por aqui. Neste contexto, a inteligência de mercado estabelece-se como um importante subsídio para esta evolução.

A ciência de dados possibilita detalhar dados decisivos à empresa, pois permite compreender profundamente a dinâmica de mercado atual e futuro, partindo dos inúmeros dados coletados e analisados. Somado a isso, modelos analíticos trazem mais assertividade na tomada de decisões, oferecendo as melhores alternativas a serem consideradas num dado momento e contexto (por meio de soluções prescritivas) ou a melhor previsão possível (com as soluções preditivas).

A UniSoma tem uma equipe de profissionais especializados em ciência de dados, e vem trabalhando em inúmeras aplicações que possibilitam às empresas acessarem informações críticas capazes de turbinar a inteligência de mercado e, consequentemente, ajudar em definições estratégicas, ampliando a vantagem competitiva e a geração de valor. Expansão de negócios, estratégia de investimento, direcionamento de mercado ou desenvolvimento do portfólio são apenas alguns dos setores que só tem a ganhar com a adoção de metodologias analíticas no planejamento e execução de estratégias. Que tal aplicar ciência de dados e utilizar a inteligência de mercado a favor da sua empresa?

 

*Michel Duran é Gerente de Marketing e Vendas da UniSoma

É Bacharel em Matemática Aplicada e Computacional pela Unicamp e possui MBA em Gestão de Empresas pela ESPM.